Thursday, March 6, 2014

Rui Chafes O Peso do Paraíso @ Gulbenkian


O Peso do Paraíso é o título da primeira exposição antológica da obra de Rui Chafes (Lisboa, 1966) que abrange vinte e cinco anos de produção.

A pesquisa da escultura em ferro empreendida por Chafes aborda questões como “o sonho”, “a morte”, “a dor”, criando um universo físico poderoso que exige um contacto direto com o visitante. Um dos mais importantes artistas da sua geração, Chafes é uma notável figura do movimento de retorno à escultura que se verificou em finais do século XX.
http://cam.gulbenkian.pt/index.php?article=71889&visual=2&langId=1

Rui Chafes

Mais de uma centena de obras ocuparão a Nave do CAM e as salas imediatamente precedentes, bem como o jardim, ora escondendo-se por entre os arbustos, ora provocando encontros com o visitante.

Uma das peças novas, entre as quatro esculturas criadas para a exposição, faz precisamente a ligação entre a nave e o jardim. Um universo de ferro negro em que o peso e a leveza, o chão e o teto, o alto e o baixo, o duro e o mole, o interior e o exterior, o cheio e o vazio, a suspensão e a queda coabitam. Paradoxos que levam a uma vasta produção de esculturas densas e pesadas mas quase sempre com uma aparência frágil e leve, uma gravidade atmosférica, uma queda para cima. A mostra inclui duas obras de Rui Chafes em colaboração: uma com a artista irlandesa Orla Barry e outra com o cineasta Pedro Costa.

Agarradas à terra ou suspensas no ar, as esculturas de Chafes são também muitas vezes atravessadas pela luz de que as obras em rede de ferro são as mais paradigmáticas.

A rede permite a evocação da pele como se fosse um invólucro que enclausura, mas que ao mesmo tempo deixa na sua transparência trespassar-se pela luz e ver através, o que reforça uma das matrizes destas obras: tornar um material tão pesado e bruto como o ferro em algo de orgânico e frágil, que, inclusivamente, na sua forma, pode remeter para a sexualidade como algo que simultaneamente liberta e condiciona.

Rui Chafes

 Os desenhos que se incluem na exposição mostram, de um modo mais claro, esta proximidade à escrita, bem como os títulos das obras que quase nunca são denotativos mas antes continentes de significação que abrem novos campos de leitura e interpretação para a escultura ou para o desenho.

Em termos formais a obra é herdeira do minimalismo e da arte conceptual e bastariam duas referências, Richard Serra e Joseph Beuys, para entendermos como no entanto essa herança é trabalhada de um modo tão próprio, único, singular e absolutamente autoral: nenhuma escultura de Chafes lembra mais nada do que uma escultura de Chafes.



Curadoria: Isabel Carlos
13 de fevereiro a 18 de maio 2014
CAM - Hall, Nave, Sala A e B e Jardim



VISITAS


À conversa com a curadora e com a artista

28 de fevereiro (sexta-feira) às 17h00

Visita orientada por Isabel Carlos e pelo artista Rui Chafes



Domingos com Arte

16 de fevereiro, 23 e 30 de março e 11 de maio (domingo) às 12h00

Visitas orientadas por Cristina Campos e Susana Anágua



Uma obra de arte à hora de almoço

21 de março e 90 de maio (sexta-feira) às 13h15

Visitas orientadas por Cristina Campos



Visita Demonstração - Especial Dia Internacional dos Museus

18 de maio (domingo) às 11h00

Visita orientada por Ana João Romana

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